Quanto mais tato melhor
- 7 de set. de 2015
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Começo pensando em pessoas que são extremamente carentes de atenção, carinho ou até mesmo um bom dia, pessoas que esperam atitudes de outros para sentirem-se melhor. O erro da atualidade.Você pode dizer que isto é triste ou assustador ser assim, mas todos nós somos, e não conheço ninguém que nunca passou ou se sujeita à isto. Falo isso porquê vejo a falta de sentimentos nas redes sociais, digo falta porque lá não encontramos o amor, a felicidade, a esperança. Lá encontramos aparências de uma vida onde sabemos que só existe naquele mundo. Para muitas pessoas não é costume e é incômodo ver os jovens desta década grudado em um celular, tirando fotos de tudo a partir de comidas, divulgando seu dia como se fosse um diário onde poucas pessoas vão dar importância. Antigamente nada disso existia e não era necessário para viver momentos de alegria com família e amigos.
Vejo a real carência das pessoas porque se um dia mudar a foto da capa e ninguém curtir, choram grudados no travesseiro. Se não enviar foto que está comendo caviar ou arroz e feijão, não terá assunto com quem nunca comeu. E se você não criar um perfil, você será ultrapassado, se não atualizar seu status toda semana, você não é lembrado.
Penso nestes fatos que são realmente verdadeiros e acho que os jovens deveriam pensar mais nisto também, porque quando eu era criança brincava na rua de pé no chão, hoje apenas vejo brincarem nos jogos eletrônicos sem se sujar e ao menos se moverem do lugar.
Redes Sociais não são bichos ou algo para abolir-mos mas para usar com adequado valor, encaixando-se em valores humanos, para real precisão.
Devemos nos abraçar mais, sem selfies. Namorar mais, sem atualização de status. Viajar mais, sem rumo e sem check-in. Ter orgulho de sí mesmo, sem aprovação de ninguém desconhecido que não seje quem você ama. Conversar mais cara a cara, não face a face.
Pequenos detalhes que fazem do ser humano mais feliz, com tato, olfato e paladar.

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