Uva Cabernet Sauvignon
- 5 de out. de 2015
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A rainha das uvas vermelhas nasceu no coração de Bordeaux, mas conquistou vinhedos em todo o mundo, sem perder o caráter clássico e a elegância, típicos da realeza. Sendo a cepa de maior prestígio no mundo inteiro, e com uma impressionante capacidade de adaptação a diferentes solos e climas, Cabernet Sauvignon é cultivada em praticamente todos os países que produzem vinho. Apesar de tão presente em tantos países, Cabernet Sauvignon não é uma cepa de fácil cultivo. Por um lado, a pele espessa de suas uvas permite maior resistência aos fungos e aos danos provocados pelo Sol e pelo orvalho. Atualmente, juntamente com a Merlot, é a principal responsável pela produção de tintos nacionais. Todas as regiões vinícolas brasileiras contam com área plantada da Cabernet Sauvignon, que apresenta características ligeiramente diversas conforme o clima local. Em Santa Catarina encontram-se os exemplares com melhor predisposição ao envelhecimento em barris de carvalho, tal como no Paraná, em que a estrutura do vinho pede esta passagem pela madeira para ser mais bem consumido. No Nordeste, onde o calor excessivo pode vir a prejudicar a uva, normalmente são elaborados vinhos de corte, combinando a Cabernet Sauvignon com castas como a Syrah, e Alicante Bouschet. Embora seja um desafio enorme conseguir a maturação correta da Cabernet Sauvignon em temperaturas tão instáveis como no Brasil, tintos como os da Serra Gaúcha se adéquam com quase total perfeição ao padrão europeu – com baixo teor alcoólico e coloração mais escura -, enquanto os produzidos na região de campanha do Rio Grande do Sul são mais complexos e estruturados, possuem teor alcoólico mais elevado e tons de cor mais suaves.
Os vinhos produzidos a partir da cepa Cabernet Sauvignon parecem oferecer um vinho tinto: cor profunda, aromas complexos, bom corpo, e capacidade de envelhecimento. A sua versatilidade também permite a passagem da Cabernet Sauvignon por macerações mais longas ou curtas, maturação tanto em barrica de carvalho, como recipientes de concreto ou inox, proporcionando o consumo da bebida resultante tanto mais jovem, apresentando maior leveza e taninos mais elevados e marcantes, ou na maturidade, quando apresenta corpo de médio a alto e tende a taninos mais elegantes e arredondados, mas ainda fortemente presentes.
Quando jovem, um Cabernet Sauvignon é poderoso e concentrado, com cores vermelho escuras e aromas frutados. Com o envelhecimento, assume dignidade, graça e elegância, envoltas em cores mais atijoladas e aromas mais terrosos e amadeirados.
Os aromas mais típicos de um Cabernet Sauvignon são:
-Frutados: amora, mirtilo, cereja, groselha, cassis e ameixa
-Herbais: menta, eucalipto, louro, baunilha, pimentão e alecrim
-Terrosos e amadeirados: cedro, tabaco e chocolate
Durante os aperitivos, Cabernet Sauvignon combina muito com frutas secas, como nozes, amêndoas, castanhas e amendoim, e também com queijos duros, como parmesão e provolone. Para desfrutar ainda mais os prazeres de um Cabernet Sauvignon, harmonize-o com carnes pesadas e gordurosas, como de vaca, cordeiro e vitela. E no tempero, ervas como hortelã, alecrim, tomilho, orégano e manjericão.
Elegante e fácil de harmonizar, Cabernet Sauvignon ainda guarda mais boas notícias. As cascas grossas e o tamanho pequeno dos bagos, ao proporcionarem uma alta concentração de taninos, fazem desse um dos vinhos com maior potencial benéfico à saúde!
Nobre, complexo, aromático, e bom para a saúde. São muitos os motivos para Cabernet Sauvignon ser o vinho que é. E para ser tão apreciado!
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